DIGNOW

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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Só ela










Jazia o tempo de sofrer


Urgia o momento de amar



Livrara-se dos grilhões do desamor


Incursão em um novo gostar


Através dos mistérios do amor


Nasce um novo bem querer


Através do mais lindo olhar





segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

THC





Caminho sóbrio sobre dilemas
Persisto em pisar macio
como elefante em cristais

O deus morto de Nietzsche
Como Lázaro ressuscita
Para logo depois ser assassinado

em meio a devaneios sóbrios
Vislumbro no retrovisor
A mente expandida de outrora

Algo mais potente
substitui a queima de neurônios
O amor





quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Memória dos solitários











Lembrança pertence aos solitários

As pessoas vivem

Só necessitam

Ter a maior precisão,

Detalhes possíveis

Para solitários,

Artistas,

Românticos

Cada momento é único.

Não virá mais.

Por isso deve ser o melhor possível







segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Arrependimento do que não fiz








A pena sofre para deixar no papel

O meu arrependimento:

Não ter te conhecido antes.

Verte nascer,

Comemorar teu primeiro réveillon

Comer bolo do teu primeiro aniversário.

Quisera te acalantar no seu primeiro abraço.

Primeira carícia,

Teu primeiro beijo.

Enfim

Ser teu primeiro amor.




segunda-feira, 2 de novembro de 2015

ESTAÇÃO INSULAR







Onde tem calor,
Palavras que arrepiam,
Que deixa meu sentimento à flor da pele?

Onde está o ardor,
Gesto sutil de carinho
Capaz de me fazer suspirar?

Onde está?
Quem possui?
Acredito estar perdido em uma estação.
Estação insular.




segunda-feira, 26 de outubro de 2015

CORRENTES?











Não tem mistério,
Não tem missão
Que impeça o meu dia

Não tem decreto,
Intervenção
Que me tire a alegria.

O destino,
suas mãos.
Quem define essas linhas?

Dar uma expiada,
Expiação
O futuro, armadilha.

A correnteza,
Correlação
Corretamente cada dia.





segunda-feira, 19 de outubro de 2015

VOCÊ NÃO SABE?






Os poetas têm poder

De encontrar na confusão uma razão.

Não é novidade

Quando sentem-se só na multidão

E estando insulado

Ficar povoado o coração.

Como colcha de retalhos

Cerzidos, remendados

Os seus versos falarão.

Amores do passado

No futuro aguardado

No presente: solidão.

Os minutos incontáveis

Dias variáveis

Na poesia estarão.








segunda-feira, 12 de outubro de 2015

QUADRA REAL









Uma pedra na água do rei

Tem oito sílabas que afundam

Quanto pesa a pedra não sei

Apenas traços que circundam








segunda-feira, 5 de outubro de 2015

LIBELO







A tristeza se torna suportável

O erro feito ficara irreparável

Arrependimento, gesto provável

A solidão torna-se inevitável





segunda-feira, 28 de setembro de 2015

VOLVER







Voltei

Pelas linhas tortas andei

A pena quase morta

Deixei

Mas tive que voltar

Passei

A limpo minha vida

Fiquei

A deriva em uma avenida

Perdido pude me encontrar

Sorri

Quando não havia graça

Eu ri

Nessa vida tudo passa

Um passeio é encarnar




segunda-feira, 21 de setembro de 2015

TERRAS ESTRANHAS








Tomo posse em terras estranhas

De uma vida quase pregressa

Sinônimo de vencer vales e montes

Outras vidas, outras eras.

Sentir o meu ser constante

Sangue percorre por minhas veias.

Não temendo ser distante,

Entrelaço-me em outras teias.

Exilado por motivos outros

Confecciono minha dialética.

Um caminho reto pelo torto.

Desacreditado da vulgar estética.

Sentir o coração pulsante,

Sistólise de muitas quimeras.

Meu peito preso em flagrante

Amando aquela que não me quisera.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

O vento sopra





Os livros ao lado,

Dentro de mim,

Ninguém pode me roubar.

Fico a mercê

Do acaso

Onde o vento sopra.

O destino que indica o que não sei,

A não ser

Aquele lugar

No meu peito

O músculo rudimentar

Como rocha.

A pedra angular

Que se faz tropeço

Quando acaba o amor.





segunda-feira, 7 de setembro de 2015

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

EXODO







Liberta-me dos teus braços

Sua pele de bronze bom

No deserto penso em retornar

O maná e a liberdade são dons.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

terça-feira, 21 de julho de 2015

Pioneirismo e paradigmas






Sou corajoso.
Uma característica do meu ser:
Coragem.
Ousadia do bem.
O errar tentando
Acertar.
Errante
Ao caminhar
Em busca do certo.
Errando
Buscando
O certo.



segunda-feira, 22 de junho de 2015

In vento verso






Um verso

Um lugar ao vento

Uma corrente de ar que me enlace

Tão terno como um abraço desejado

Daquele ser amado que lhe nega o amplexo

Sem retórica

Sem nexo

Um vazio para preencher com palavras

Ventos em espiral de versos

Versos e ventos que me levam longe

De quem amo

De quem preciso

Longe de qualquer desculpa para fugir











segunda-feira, 15 de junho de 2015

Um , dois








Um tolo

Um talo

Fatia

Do pão

O bolo

O lado

Luzia

Na mão

Cortado

O todo

Sorria

O cão

Deixado

O fosso

Sorvia

O chão




segunda-feira, 8 de junho de 2015

Memória grafada





A memória as vezes é inoportuna
Como um arquivo que deve ser deletado
Incendiado como a biblioteca alexandrina
Sem as lembranças de outrora
Seria possível viver o momento atual
Sem a imprudência das amadas recordações
Essas que cercam a mente
Vociferando ironicamente
Nosso grau de decadência
Que atingimos nessa viagem diária para a morte
Amores, posses
Delitos e delícias.
Peripécias pueris da vida pregressa.
A criação de Baal Cadmus
Somado a invenção de Gutemberg
A reinventar lamentações







segunda-feira, 1 de junho de 2015

Sou o meu exército






Sirvo ao exército

Ele tem um general,

Um soldado,

Um homem.

Sigo a desvendar

Lugares e lugarejos.

Tal qual Manoel de Barros

Pratico

O desvio

E o “desver”




segunda-feira, 25 de maio de 2015

Traseunte



Um legítimo céu rosiclér

Pássaros entoando seu canto

Por mais um dia vivido

A cidade com asfaltos e indústrias

Cracudos e prostitutas.

Cada ave deve sentir-se vitoriosa

Um dia que fez calor,

Choveu

E encerrou-se com um céu

Espetacular









segunda-feira, 18 de maio de 2015

O pracista





Belo plenilúnio esbanja o seu branco

O manto que clareia os bairros cansados

Misturava-se ao breu que colori o anil

Miríade sobre tons azulados

Paisagem diversa do meu Brasil

Sob olhares de um mendigo em seu banco


segunda-feira, 11 de maio de 2015

Soneto da pedra bonita






Amo-te tanto que prefiro ter
A solidão de um penar no deserto
Do que sofrer por um amor incerto
Dor no peito que não posso conter

Quero-te tanto que não sei deter
Minha vontade de lhe ter por perto
No coração desejo tal aperto
Na minha vida poder-te reter

Porém a chance não seja possível
Pois meu retorno tenha sido lento
E minha felicidade perdida

Acredito sempre no impossível
O seu calor,meu verão um alento
no meu vagar em amar sem medida




segunda-feira, 4 de maio de 2015

FILHO DE DÉDALO






Voar
Sentir o vento no rosto
Vislumbrar o infinito
Ter um destino
A estrela maior
Rumo ao astro rei
O caminho não fora longo
Fora interrompido
Perdera as asas
Penas decoladas
Presente de seu pai




segunda-feira, 27 de abril de 2015

BONANZA







Os seres amam no outro o que passou.
O que foi dito.
O que foi planejado .
O que era para ser mas não foi.
Os seres vivem o presente no que passou.
O tormento de Prometeu acorrentado
Em forma de ideias e pensamentos de outrora.
Moinho a esfarelar os miolos,
O fígado
E o coração.
Como por encanto,
Em um átimo
O possível Prometeu sai de sua sina.
Como0 adão e Eva ao abrir os olhos
Após comer o fruto da árvore da vida.
Acorda-se,
Liberta-se.
Talitha kum!





segunda-feira, 20 de abril de 2015

Ocaso de um quinteto livre






Um céu de quatro tons

Cinza, branco, róseo e azulado.

Garras que possuem olhos,

Ventos e bocas que anunciam o breu.

O véu da noite.



segunda-feira, 13 de abril de 2015

ARRASTAR DAS HORAS













Catadupas de minutos,

Cessaram as mensagens,

Redobraram as  horas,

O silêncio tomou conta

Após uma tarde morta.

Fruto de uma manhã fria,

Sete espectros e seus efeitos.

Tato, vibração caótica.

Todos imersos,

Suscetíveis aos efeitos das 24 horas tortas.

Que se resumem em nada.

Diástole que do tempo vaza.




segunda-feira, 6 de abril de 2015

A NOVA INTEMPÉRIE











Abandono algumas vezes se faz necessário

Nunca se está preparado para tal

Indubitavelmente acontece inesperadamente

Como tormenta em alto mar assolando a pequena embarcação

Estático, resoluto, suportamos calados

Longo, penoso e insuportável cenário para alguns

Mares revoltosos que se enfrenta

Arte da sobrevivência das grandes cidades






segunda-feira, 30 de março de 2015

Dei ad infinitum








Venho de um processo

Onde o recesso cósmico é permitido.

O espaço e o tempo.

O espaço-tempo.

Tudo criado pelo homem,

Carmas e pecados

Devolvem ao homem sua paz.

A certeza de que conforta a espécie

É a ausência de Deus e não sua presença.

Se Deus manifestasse sua onipresença

Adentrando as mentes humanas 

Durantes as 24 horas do dia.

Para muitos

Isso seria o inferno.




segunda-feira, 23 de março de 2015

CALAS








Calada fez surgir

Palavra

Calada da noite silenciou

Palavra

Calado do navio se avistou

Palavra

Calado ficou o poema

Palavra

Calado, Calada


Palavra









segunda-feira, 16 de março de 2015

Na Real







Ideias que não chegam

São obras que se vão.

Por não ter disponível o prelo,

Desmerecerás a destreza de sua mão?

No poema tudo se perde,

Tudo se usa.

O fundamental

Utilizado em vão,

O singular

Multiplicando eternas vias sacras.

Aspirando

Louvas e redenção.

Letra forte,

Carne fraca.

Sejas como Noé ou Nefi.

Veja o cosmos tal qual Krishina.

Cro Maat,

Destino,

Palma da mão.





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