DIGNOW

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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Não sei o nome





Onde que você se esconde?


Por que não deixa eu te encontrar?


Qual a página do livro aberto da sua vida


Onde conste seus segredos?


A principal dúvida que povoa minha mente é:


Quem é você?


Isso que eu não sei o nome,


Não tenho como chamar,


Pode ser uma tarde fria


Ou por-do-sol na beira do mar.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Oswaldo Aranha




Trilhas e cidades,


Atrás da porta se anuncia


Um mundo de oportunidades,


Que só a rua propicia.


Quedo-me calado,


Não tenho quer falar.


Pois o que vou dizer?


O verbo foge-me a boca,


A garganta seca,


O peito inflama,


E no coração


A chama segue acesa.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Olavo Bilac 125 anos depois



Integrantes da panelinha, criada em 1901 para a realização de festivos ágapes e encontros de escritores e artistas. A fotografia é de um almoço no Hotel Rio Branco (1901), que ficava na rua das Laranjeiras, 192. De pé, temos: Rodolfo Amoedo, Artur Azevedo, Inglês de Sousa, Olavo Bilac, José Veríssimo, Sousa Bandeira, Filinto de Almeida, Guimarães Passos, Valentim Magalhães, Rodolfo Bernadelli, Rodrigo Octavio, Heitor Peixoto. Sentados: João Ribeiro, Machado de Assis, Lúcio de Mendonça e Silva Ramos.



Exatamente a cento e vinte cinco anos, Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac estréia na imprensa com o soneto “A Sesta de Nero”, na Gazeta de Notícias, a 31 de agosto.Esse pensador das letras que foi contemporâneo de José do Patrocínio, Alberto de Oliveira, Coelho Neto e o maioral da época por merecimento Machado de Assis.Com essa turma acima citada e já conhecido como Olavo Bilac, fundou a Academia Brasileira de Letras.Tristemente Olavo Bilac e seus contemporâneos recebem a pecha de maçante nos dias de hoje, resultado do perene embrutecimento dos jovens que em tempos de Wikipédia e Ctrl+C , Ctrl+V, ler é cada vez mais démodé.Mas para alguma alma penada da internet que queira saber qual foi o primeiro poema desse cara que entre suas obras consta o Hino da Bandeira do Brasil, aí vai:
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A Sesta de Nero


Fulge de luz banhado, esplêndido e suntuoso,
O palácio imperial de pórfiro luzente
E mármor da Lacônia. O teto caprichoso
Mostra, em prata incrustado, o nácar do Oriente.
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Nero no toro ebúrneo estende-se indolente...
Gemas em profusão do estrágulo custoso
De ouro bordado vêem-se. O olhar deslumbra, ardente,
Da púrpura da Trácia o brilho esplendoroso.
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Formosa ancila canta. A aurilavrada lira
Em suas mãos soluça. Os ares perfumando,
Arde a mirra da Arábia em recendente pira.
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Formas quebram, dançando, escravas em coréia.
E Neto dorme e sonha, a fronte reclinando
Nos alvos seios nus da lúbrica Pompéia.

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(Olavo Bilac)

domingo, 30 de agosto de 2009

ODRE DE BACO

Texto em parceria com LIZANDRA MORAES

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Relaciono minha essência
Com sua existência,
Faz-se natural a leveza do tudo
Longe do alcance de minha
Compreensão ,
Universo singular, estático,
Pseudo isso ou aquilo.
Difícil descrever
O alicerce da coluna
Que sustenta o liame
Do certo ou do errado.
Deveras crer
Ser a borboleta de Confúcio.
Delícias e delírios
Entorpece nossa mente.
Meu ser é seu ser.
O coração assimétrico
Continua oblíquo,
O etéreo se fundiu.
Foi perfeito!
Presenciar a alquimia
Das almas.
Gênios que se tocam.

Sublime!
O corpo é mera manifestação
Que urge vital,
Prazerosa e dionisíaca.
Refaço minha busca
Imerso nessa cabernética loucura.

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