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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

PERECÍVEL

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Nem tudo é para se dizer nesse mundo,

Existem coisas que devem permanecer ocultas.

Caminho adentrando vertigens de nostalgias

Como se percorresse

O caminho de minha morte anunciada.

Como se fosse entrar em um estado de

Absoluto esquecimento.

Não existe morte!

Existe esquecimento.

Que são os versos,

Se não passagens do esquecimento?

O vento passa e arrasta as lembranças

Como os rastros das estradas.

Procuro o não-lugar,

Longe do segredo que oculta

A graça da recordação.

Quando se morre,

Começa o esquecimento.

Esqueço de quem fui.

Esquecem o que fiz.

Esqueço de quem fez.

Comungo com os sais minerais

Em um nivarna microscópico,

Entornando o húmus

Que irá alimentar a vida

Dos que ficam.

Aqueles que não lembro mais.
*
*
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Um comentário:

shintoni disse...

K:
Muito bom mesmo o Perecível!
O Pelo Avesso já foi postado, ok?
Valeu mesmo!
Abração e ótimo final de semana!

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