segunda-feira, 18 de maio de 2015

O pracista





Belo plenilúnio esbanja o seu branco

O manto que clareia os bairros cansados

Misturava-se ao breu que colori o anil

Miríade sobre tons azulados

Paisagem diversa do meu Brasil

Sob olhares de um mendigo em seu banco


segunda-feira, 11 de maio de 2015

Soneto da pedra bonita






Amo-te tanto que prefiro ter
A solidão de um penar no deserto
Do que sofrer por um amor incerto
Dor no peito que não posso conter

Quero-te tanto que não sei deter
Minha vontade de lhe ter por perto
No coração desejo tal aperto
Na minha vida poder-te reter

Porém a chance não seja possível
Pois meu retorno tenha sido lento
E minha felicidade perdida

Acredito sempre no impossível
O seu calor,meu verão um alento
no meu vagar em amar sem medida




segunda-feira, 4 de maio de 2015

FILHO DE DÉDALO






Voar
Sentir o vento no rosto
Vislumbrar o infinito
Ter um destino
A estrela maior
Rumo ao astro rei
O caminho não fora longo
Fora interrompido
Perdera as asas
Penas decoladas
Presente de seu pai




segunda-feira, 27 de abril de 2015

BONANZA







Os seres amam no outro o que passou.
O que foi dito.
O que foi planejado .
O que era para ser mas não foi.
Os seres vivem o presente no que passou.
O tormento de Prometeu acorrentado
Em forma de ideias e pensamentos de outrora.
Moinho a esfarelar os miolos,
O fígado
E o coração.
Como por encanto,
Em um átimo
O possível Prometeu sai de sua sina.
Como0 adão e Eva ao abrir os olhos
Após comer o fruto da árvore da vida.
Acorda-se,
Liberta-se.
Talitha kum!





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