segunda-feira, 14 de julho de 2014

O povo burro, copa e segundo turno





         O Brasil, ou melhor, a seleção brasileira foi derrotada em sua própria casa, prato cheio para o “Tea party” brasileiro agir utilizando a frustração do povo, a derrota, o seu ópio estragado por quatro anos.
         Se mergulharmos na história recente do Brasil, veremos que “jogadas de marketing” sempre foram armas eficazes para “manear” e controlar o povo-gado.
        O populacho domina e é dominado pelo facebook. É possível que seja a mídia que mais o atinge.
        É lá no “face” que vemos a atuação dos “adeptos-manipulados” do “Tea party” brasileiro espalhando viral e inconscientemente o discurso e ideias como o “#não vai ter copa” etc.
        Mídia e internet não param de bombardear  nossas mentes com o lado negativo da copa, descalabros da FIFA, gastos excessivos do governo Dilma que será pago por você cidadão idiota e outras formas pejorativas em ralação ao governo.
        Um discurso com total falta de embasamento como o “#não vai ter copa” foi comprado pela parcela manipulada da sociedade que infelizmente é a maioria.

        A  direita sabe que tem mínimas chances de conseguir vencer a eleição presidencial ,mas se conseguir atrapalhar um pouco levando a eleição para o segundo turno, seu papel já pode-se considerar bem feito.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

O HOMEM INVÍSIVEL



      O futuro de ontem que estamos vivendo no presente culmina com o aprimoramento das possibilidades de sermos encontrados a qualquer tempo, visíveis vinte quatro horas por dia.
      Quando surgiu o serviço do Messenger (MSN) da Microsoft muitos se perguntaram se ele poderia acabar com os modos tradicionais de comunicação ou  escrita.
      Óbvio que o MSN modificou e ampliou a comunicação entre as pessoas que participam e tem acesso ao mundo virtual.
      O MSN foi e hoje temos o SKYPE decadente que em breve dará lugar ao whatsapp, ou seja, não é preciso mais ter um computador para ter acesso e participar do mundo conectável.
      Estando conectado na web e disponível de manhã à noite, as pessoas participam de um Big Brother voluntário, sempre acessível e ao alcance de todos. Você pode ignorar ou não responder as mensagens, mas, você e os outros sabem e veem você ali.
      Acredito que redes sociais surgem e acabam para dar lugar a uma plataforma mais sedutora que também terá sua obsolescência abreviada pela urgência de lucros. Orkut e MSN são exemplos disso.
      O contrário também ficou possível.
      Se alguém não quer ser percebido, quer “sumir” socialmente, basta não estar conectado e interagindo com tais instrumentos.
      Não terei whatsapp quando acabar o Facebook para dar lugar a outra rede social mais moderna também não irei aderir.
      Vou me tornar oculto na sociedade digital. Serei o homem invisível digital.
      O homem moderno carece de solidão.




segunda-feira, 30 de junho de 2014

Um Junkie em Dourados



       Getúlio foi ao cinema. Estava fechado. Motivo? Chuva.
       Como o cinema estava fechado ele resolveu dar uma volta por Dourados.
       Por volta da meia noite encontrava-se ele em um bar “underground” douradense.
       No bar ele entabula conversa com um rapaz que tinha o apelido de Zumbi. Por seu nome Marcos ninguém o conhecia.
       Zumbi tinha mais dois de sua grei que se chamavam Luiz e Rogério.
       Com Luiz e Rogério cheirou cocaína, tomou vodca e cerveja.
       O resultado da noite para ele fora constatado no dia seguinte como uma bela experiência de perda de tempo.
       Não se perdoava por ter chegado às quatro e meia da manhã, dormir o dia todo e despertar somente às seis da tarde. Perdeu um lindo dia chuvoso, seu favorito por uma ridícula noite pesudojankie.
       Percebera nesse momento que não tinha aptidão para uma vida junkie junto ao baixo clero, onde a cocaína era de péssima qualidade e o crack era acessível. Logo crack. Ele odeia crack.
       A noite anterior lhe mostrou que antes estar só do que mal acompanhado.
       Para não dizer que tudo lhe foi ruim, ele aconselhou um dos jovens indeciso a cursar licenciatura.        
       Ele espera que o rapaz faça vestibular e deixe essa vida de consumidor de cocaína de baixa qualidade.
       Ao final do conselho eles tiveram que sair às pressas do bar por que alguém iria dar uns tiros em um dos rapazes que lhe acompanhavam e ele não queria ser alvo de uma bala perdida.
       Bar Chopperos e Satifaction não lhe verão tão cedo.




segunda-feira, 23 de junho de 2014

O não-lugar




          Belo final de tarde, eu, na estrada.
          Paro para vislumbrar quem vem e quem vai, desce ou sobe, parte ou chega.
          Dentre as opções anteriores, a maioria que está cruzando a estrada não vai ou vem, apenas ficam.
          São pessoas que são ou tornaram-se do lugar.
          Pertence a elas o chão e o desgaste do mesmo que elas lhe causaram entre suas eternas idas e vindas.
           Lugar, pertencimento, enfim, pertencer a um lugar parece algo simples, mas não é.
           O que nos prende a um lugar é tão sensível e tênue que é quase inexistente.
           Na verdade o lugar não prende ninguém, mas, as pessoas sim e as lembranças que elas causam.
           Do mesmo modo o que nos faz sair e repulsar algum lugar são elas, as mesmas pessoas e lembranças.
           São mágoas e más lembranças que nos fazem agir e tomar atitudes de mudança, muito mais do que a perspectiva de vitórias e prazeres.

          O que pode ocorrer também é que a pessoa pode estar causando mal para si mesma. Nesse caso de nada adianta trocar de endereço. É mais prático e saudável trocar de mentalidade.




MODALIDADES

KBÇÓIDES POÉTICOS