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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

MÚSICA DA PATULÉIA




     Estou ouvindo Almir Sater e seu disco “Sete Sinais”.Disco com uma boa introdução, bom começo para assimilar a bela cultura da região centro-oeste. Cultura que está sendo sufocada pela indústria do entretenimento descartável.
    O dito sertanejo universitário, arrocha, funk e outras subcategorias musicais tem sua lógica calcada no descartável e consumo fácil.
    Claro que há exceção, Mc Leonardo, Katia com K e uma meia dúzia de gatos pingados, mas, a maioria está inconscientemente a serviço do consumo burro, fácil e esquecível. Sim esquecível, pois, o povo está com uma memória cada vez mais curta como um disquete dos anos 80.
    Antes de mais nada, esclareço que o funk  citado nada tem haver com  o funk da música negra dos anos 70.
    Nada contra a indústria do entretenimento. Até por que é através do lúdico que será possível fazer as pessoas adentrarem em um universo cultural e intelectual mais amplo e complexo.O problema reside nas massas adormecidas que consomem apenas entretenimento sem nenhuma pretensão de elevar sua cultura – Rir é o melhor e único remédio-.O humor de bordão nunca saiu de moda. O palavrão causa catarse quando pronunciado pelas músicas sertanojentas das massas. Exemplo: bebo pra carai! A patuleia quase goza por pronunciar caralho disfarçadamente.
    E o que dizer de um senhor com mais de cinquenta anos, ares rudimentares de um trabalhador de fazenda cantando o refrão – “prepara...” da nova musa do funk, Anita.
    O senso comum está apodrecendo e nos cercando. O bom que tem porcarias que desaparecem como um passe de mágica. Michel Teló sumiu. Graças a Deus!

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